Pragas agrícolas: o que são e como combatê-las?

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), de 20 a 40% da produção agrícola mundial é perdida a cada ano em consequência da interferência de pragas, doenças e de plantas daninhas nas plantações comerciais. No Brasil essa perda é estimada em aproximadamente 8%.

Por conta disso, desde 2010, a Oligos Biotec desenvolve produtos a fim de aumentar a produtividade de lavouras – convencionais ou orgânicas – por meio do controle biológico e inovações em biotecnologia. Preconizamos o sistema de Manejo Integrado de Pragas (MIP) para manter a população de pragas abaixo do nível que possa causar danos econômicos, prezando sempre pela segurança ambiental e alimentar.

Com isso em mente, é fundamental compreender quais os melhores meios de manter sua lavoura segura. No blogpost de hoje, reunimos algumas informações importantes. Acompanhe:

O que são pragas agrícolas?

Praga é o termo usado para definir insetos, aracnídeos (ácaros) ou moluscos (lesmas) que causam prejuízos às plantas cultivadas – lavouras ou florestas – tanto por se alimentarem dessas quanto por lhes transmitir doenças ou viroses, provocando alterações patológicas e consequentemente reduzindo-lhes a produtividade. A queda na produção final varia em função da espécie infestante, do estágio da cultura e da intensidade do ataque. Em casos extremos pode-se observar acima de 80% de perda, por isso seu controle é essencial.

Quais as pragas mais comuns no Brasil?

Conforme dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e da EMBRAPA, as principais pragas que atingem e causam grandes prejuízos as lavouras são:

Lagarta Helicoverpa armigera

Praga com elevado potencial de dano nos cultivos de algodão, milho e soja. Apesar de atacar toda a planta, normalmente se localiza da parte mediana para baixo da planta, alimentando-se de folhas, flores, frutos, vagens e pontos de crescimento

Broca do Café – Hypothenemus hampei

A broca-do-café perfura os grãos causando destruição parcial ou total na parte interna, podendo atacar os frutos em diversos estágios: maduro, verde, passas ou secos ainda úmidos. Somente a perda de peso causada pelas perfurações, segundo a Embrapa, o prejuízo econômico pode chegar a 21%, sem contar a perda em qualidade e consequentemente a redução no seu valor comercial.

Mofo Branco – Sclerotinia sclerotiorum

A doença causada pelo fungo gera grandes prejuízos à produtividade aos cultivos de soja e feijão. E em função de sua agressividade, resistência e estruturas reprodutivas (escleródios), pode permanecer no solo por até 10 anos até ter condições e atacar um novo cultivo hospedeiro.

Cochonilha – Dactylopius coccus

As cochonilhas são pragas muito comuns que atacam diversos cultivos. Podem se depositar em folhas, brotos, caules ou ramos, preferencialmente na parte inferior, onde sugam a seiva das plantas reduzindo sua produção e valor comercial.

Mosca das frutas – Ceratitis capitata / Anastrepha fraterculus

Segundo pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz – ESALQ – USP, calcula-se que a perda nos pomares citros infestados tem variação entre 30% e 50% na produção.

Ácaros

Ácaros são aracnídeos responsáveis pela transmissão de doenças em diferentes lavouras. Existem diversas espécies de ácaros-praga que atacam desde pequenas hortas até extensas lavouras como o Ácaro Rajado – Tetranychus urticae – em morango e soja.

Ferrugem da Soja – Phakopsora pachyrhizi

A ferrugem da soja é responsável por intensa desfolha precoce da planta, o que impede a formação completa dos grãos, reduzindo substancialmente a produtividade.

Mosca Branca – Bemisia tabaci

Praga de difícil controle, transmissora de viroses, ataca diversos cultivos e rapidamente desenvolve resistência a inseticidas, sendo extremamente importante o uso do MIP e diversos mecanismos de controle.

Como realizar o controle de pragas?

1 – Controle biológico

É o uso de predadores naturais das pragas para mantê-las com infestação abaixo do nível de dano econômico. Pode-se usar insetos predadores, parasitoides, fungos, bactérias e baculovírus. Dita como a forma mais sadia de lidar com o problema, o método é seguro ao meio ambiente e às pessoas.

2 – MIP

Manejo Integrado de Pragas – É o método – preconizado pela Oligos, composto por um conjunto de técnicas que buscam reduzir a infestação das pragas a níveis aceitáveis nas lavouras. Essa metodologia pode gerar grande economia, em função do monitoramento constante das plantações, racionalizando as aplicações de defensivos.

Outro ponto positivo é a proteção dos recursos naturais, como solo e rios, uma vez que há a redução de chances de contaminação.

Táticas de controle:

  • Variedades tolerantes e resistentes
  • Organismos geneticamente modificados
  • Tratamento e sanidade de sementes
  • Cobertura do solo com palhada ou mulching
  • Espaçamento ou densidade de plantas
  • Rotação de culturas
  • Manejo pós-colheita
  • Controle químico
  • Controle físico ou mecânico
  • Controle biológico

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