Atualizado em 30 de junho de 2023 às 09h06
O avanço da tecnologia na agricultura tem impulsionado o alto rendimento e a produtividade nas lavouras. O melhoramento genético é uma das ferramentas responsáveis por esse progresso.
Isso porque o método tem contribuído significativamente para o aumento da produção nos campos, na melhoria da qualidade nutricional dos produtos e na resistência a pragas e doenças.
Quer saber como o melhoramento genético é capaz de proporcionar todos esses benefícios? Então, continue com a leitura que vamos explorar os aspectos mais importantes dessa técnica!
O melhoramento genético na agricultura é o processo que visa selecionar e desenvolver plantas com características desejáveis. Para isso, o método envolve o cruzamento seletivo e direcionado, e, mais recentemente, técnicas avançadas de engenharia genética, como a manipulação de genes. Essas alterações garantem uma série de otimizações:
– aumento da produtividade;
– resistência a doenças e pragas;
– tolerância a condições climáticas adversas;
– melhor qualidade nutricional;
– entre outros.
O melhoramento genético na agricultura remonta aos primórdios da humanidade. A prática de selecionar e reproduzir plantas com características desejáveis já ocorre a milhares de anos, quando os agricultores perceberam que certos cultivares apresentavam características superiores, como maior produtividade, tamanho de frutos ou resistência a pragas e doenças.
Com o progresso da engenharia genética e da biotecnologia, a obtenção de novos cultivares com atributos genéticos distintos tornou-se mais precisa e eficiente. Hoje, sendo possível até alterar o genoma (código genético) de uma planta.
O melhoramento genético tem diversos objetivos na agricultura, sendo os principais:
Busca-se obter plantas que produzam mais em termos de quantidade e qualidade, garantindo maior rendimento por área cultivada.
A manipulação de genes é importante para desenvolver variedades que sejam mais resistentes ou tolerantes a doenças e pragas, otimizando o uso dos defensivos agrícolas.
O melhoramento genético pode ser utilizado com objetivo de obter de plantas mais resistentes a condições climáticas adversas, como seca, calor excessivo ou frio intenso, permite que elas sobrevivam e produzam mesmo em condições desfavoráveis.
O melhoramento genético pode ser aplicado para aprimorar o valor nutricional dos cultivos, tornando-os mais ricos em vitaminas, minerais e outros nutrientes essenciais para o consumo humano.
Confira nos próximos tópicos as 5 principais técnicas empregadas ao melhoramento genético na agricultura:
É o método mais antigo de melhoramento genético registrado. Teve origem com o homem primitivo que preservava as boas sementes em vez de consumi-las. Ao longo dos anos, a técnica foi otimizada pela realização de cruzamentos, responsáveis pela produção de plantas híbridas.
A transgênese trata-se de um método avançado de melhoramento genético, pois envolve a engenharia genética. O processo consiste na transferência direta de genes de uma espécie para outra, permitindo a introdução de características desejadas em uma planta. Os cultivares obtidos por meio dessa tecnologia são conhecidos como plantas transgênicas.
A cisgênese assemelha-se à transgênese, uma vez que ambos os processos envolvem a transferência de genes. Porém, nesse caso, o material genético é depositado entre organismos similares, ou seja, entre espécies que podem cruzar naturalmente.
A edição gênica (CRISPR-Cas9) é um método de melhoramento genético ainda mais avançado, pois envolve a remoção ou adição de partes específicas do DNA. A técnica vem sendo testada e aperfeiçoada. Inclusive, em cana-de-açúcar para criar espécies mais resistentes aos períodos de estiagem.
Como o próprio nome sugere, o silenciamento gênico tem como objetivo “silenciar” uma função do gene. Ao fazer isso, é possível desligar genes que são essenciais para as pragas agrícolas. Mais especificamente falando, as plantas modificadas param de produzir o RNAi (RNA de interferência). Ao ser ingerida pelo inseto ou patógeno, inativam genes primordiais para a sobrevivência desses organismos.
A técnica de melhoramento genético na agricultura possibilita uma série de benefícios significativos, tanto ao produto quanto ao meio ambiente. Aqui estão alguns dos principais impactos positivos gerados por essa ferramenta.
– amplia a produtividade de uma lavoura;
– gera plantas resistentes às pragas e doenças;
– potencializa a tolerância a estresses ambientais;
– melhora da qualidade nutricional dos produtos agrícolas;
– otimiza o uso de defensivos.
Nossos artigos abrangem uma ampla gama de tópicos, desde técnicas avançadas de controle biológico, manejo de pragas e doenças, bem como tendência do mercado.
Lá, compartilhamos insights e pesquisas inovadoras, fornecendo um guia para os produtores que desejam adotar abordagens eficazes e sustentáveis em suas lavouras.
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O melhoramento genético é um processo no qual busca desenvolver plantas com características agronômicas desejáveis. Esse método, envolve a manipulação dos genes dos cultivares para aperfeiçoar as características dela, como resistência à pragas e doenças.
O melhoramento genético proporciona um cultivo mais rentável aos produtores, gerando plantas menos suscetíveis a doenças e pragas. Com isso, otimiza-se o uso de defensivos agrícolas, o que, consequentemente, favorece a ação de inimigos naturais.
A técnica de melhoramento genético na agricultura possibilita uma série de benefícios:
– amplia a produtividade de uma lavoura;
– gera plantas resistentes às pragas e doenças;
– potencializa a tolerância a estresses ambientais;
– melhora da qualidade nutricional dos produtos agrícolas.
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