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Manejo Integrado de Doenças: o que é, aplicações e como reduzir custos em sua lavoura

Manejo Integrado de Doenças (MID)

A ocorrência de doenças nas variadas culturas, bem como o surgimento de pragas agrícolas são dos principais fatores limitantes na produtividade das lavouras. Neste cenário, o Manejo Integrado de Doenças (MID) é um grande aliado dos produtores.

A técnica combina diferentes métodos de controle para manter as ameaças abaixo do nível do dano econômico (NDE), buscando resultados efetivos e, ao mesmo tempo, minimizando os efeitos colaterais do uso inadequado de defensivos químicos.

Hoje, a Oligos trouxe um artigo explicando o que é Manejo Integrado de Doenças, como funciona o seu controle e os benefícios da técnica. Venha conosco!

O que é o Manejo Integrado de Doenças

O Manejo Integrado de Doenças é um sistema de controle e prevenção de doenças nas lavouras que utiliza diferentes métodos de proteção disponíveis para manter a ameaça abaixo do nível de dano econômico (NDE).

Assim como o Manejo Integrado de Pragas, o MID pretende utilizar soluções sustentáveis e econômicas para proteger as culturas, reduzindo os dados no campo causados por doenças. Esse tipo de controle inclui as seguintes práticas:

●       Uso de defensivos químicos;

●       Uso de agentes biológicos;

●       Realização do Plantio / semeadura em épocas mais adequadas, considerando as condições climáticas da região e de lavouras vizinhas (Calendário Agrícola);

●       Escolha de variedades e/ou híbridos mais resistentes e/ou tolerantes (genética);

●       Utilização de sementes sadias, certificadas e tratadas (seleção de sementes);

●       Rotação de culturas que podem reduzir as populações de patógenos;

●       Rotação de princípios ativos, evitando o uso seguido do mesmo produto.

●       Eliminação de plantas que possam ser hospedeira para doenças;

●       Adubação equilibrada.

Qual a importância do MID no controle doenças

Qual a importância do Manejo Integrado de Doenças

Adotar o MID em suas estratégias é essencial, pois o controle de doenças no campo não deve ser encarado isoladamente, uma vez que pode haver perda de sensibilidade e até mesmo resistência de patógenos a moléculas químicas. Na cultura da soja, por exemplo, existem relatos de resistência aos fungicidas disponíveis no mercado.

Além disso, ao implementar essas técnicas, os produtores podem reduzir a dependência de defensivos químicos, melhorar o equilíbrio do solo, aumentar a produtividade e a qualidade dos produtos, além de proteger o meio ambiente e a saúde humana.

Confira no próximo tópico os cinco métodos associados ao Manejo Integrado de Doenças.

Métodos de controle associados ao Manejo Integrado de Doenças

Métodos de controle no Manejo Integrado de Doenças

O Manejo Integrado de Doenças propõe a utilização de 5 métodos que se complementam e atuam como pilares. São eles: controle biológico, controle químico, genético, cultural e físico. Veja abaixo as características correspondentes a cada uma dessas técnicas.

Biológico

O controle biológico consiste na adoção de agentes reguladores naturais, como vírus, bactérias, fungos e predadores, para controlar e reduzir o nível populacional de pragas e doenças nas lavouras.

Embora este seja um processo que ocorre naturalmente na natureza, pode ser intensificado com a adição de produtos desenvolvidos em indústrias especializadas. Os mecanismos de controle biológico de doenças incluem:

Antibiose

Estratégia em que micro-organismos produzem substâncias que inibem o crescimento ou a sobrevivência de outros micro-organismos. Essas substâncias são chamadas de antibióticos, e podem ser usadas para controlar doenças em plantas, animais e humanos.

Competição

Consiste em utilizar organismos benéficos que competem com os patógenos, reduzindo sua população e impedindo que causem doenças. Por exemplo, o uso de bactérias benéficas no solo pode reduzir a população de patógenos fúngicos que atacam as raízes das plantas.

Parasitismo

Outra técnica em que um organismo parasita é usado para controlar um patógeno. Por exemplo, a vespa Cotesia que se utiliza das larvas da broca da cana (Diatraea saccharalis) para se reproduzir, interrompendo seu ciclo, diminuindo sua população na área aplicada e consequentemente reduzindo os prejuízos causados.

Indução de mecanismos de resistência

Método de controle onde os organismos são induzidos a desenvolver mecanismos de defesa contra as doenças. Por exemplo, a aplicação de produtos orgânicos ou de defensivos agrícolas pode induzir a produção de compostos de defesa nas plantas.

Químico

O controle químico é um dos métodos tradicionais de redução de doenças, sendo uma alternativa de ação imediata e eficaz. Porém, é importante ressaltar que o uso inadequado desse tipo de solução pode causar desequilíbrio no sistema de produção e acabar por prejudicar o controle da doença e impactar negativamente na produção e no ambiente.

Por isso, sempre siga a orientação de um engenheiro-agrônomo e dê preferência ao uso de soluções seletivas, capazes de atingir somente as pragas, mantendo vivos os inimigos naturais. No Manejo Integrado de Doenças, o controle químico deve ser utilizado em conjunto com as demais medidas disponíveis.

Genético

O controle genético de doenças nas lavouras é um método que visa desenvolver variedades de plantas resistentes ou tolerantes a doenças. Essa abordagem é baseada na identificação e caracterização de genes envolvidos na resposta das plantas aos patógenos, e na introdução desses genes em variedades suscetíveis, por meio de técnicas de melhoramento genético. Inclui nessa estratégia:

●       Seleção assistida por marcadores;

●       Engenharia genética;

●      Melhoramento genético tradicional.

A integração dessas técnicas contribui no desenvolvimento de variedades e/ou híbridos mais resistentes e tolerantes a doenças, reduzindo a necessidade de uso de defensivos agrícolas e contribuindo para uma agricultura mais sustentável e responsável.

Cultural

Em suma, o controle cultural trata-se do uso estratégico da condição ambiental para reduzir os danos causados por patógenos. Dessa forma, o objetivo principal desse tipo de técnica é desfavorecer a ameaça, e assim, minimizar os efeitos das doenças nas lavouras.

A rotação de cultura é uma das estratégias mais utilizadas pelos produtores, uma vez que é capaz de proporcionar resultados bastante eficientes. A técnica basicamente consiste em alternar os tipos de cultivo, resultando em melhorias químicas, físicas e biológicas do solo.

Além da rotação de cultura, fazem parte do controle cultural as seguintes práticas:

Vazio fitossanitário: técnica que mantém uma área sem cultivo por um determinado período para reduzir o potencial de dano dos patógenos e pragas que possam estar presentes no solo.

Uso de material de propagação sadio: utilização de sementes e mudas sadias e resistentes, uma vez que algumas doenças são transmitidas por materiais contaminados.

Roguing: Trata-se literalmente do arranquio de plantas atacadas / contaminadas, técnica que elimina plantas doentes para reduzir a disseminação de doenças na lavoura.

Eliminação de restos de cultura: essencial para eliminar a fonte de inóculo de patógenos que podem estar presentes nos restos de plantas após a colheita.

Inundação: técnica que consiste em inundar uma área com água por um determinado período para eliminar patógenos e pragas do solo.

Fertilização e adubação: constitui-se em fazer uma adubação equilibrada desde o plantio, uma vez que nutrientes em excesso, especialmente Nitrogênio (N) e Potássio (K), favorecem o desenvolvimento dos patógenos nos tecidos vegetais.

Irrigação: deve ser realizada adequadamente, para evitar a criação de condições adequadas ao desenvolvimento de patógenos.

Densidade de semeadura: época da semeadura e da colheita também são fatores importantes para serem considerados.

pH do solo: o nível de pH pode do solo pode interferir na absorção de nutrientes, tornando a planta mais susceptível ao ataque das doenças.

Físico

O controle físico mais comum na pós-colheita, e faz o uso de basicamente três fatores: radiação, água e temperatura. Dessa forma, os métodos incluem:

●       Aquecimento – Tratamento térmico em frutas e hortaliças para eliminação de patógenos;

●       Armazenamento do material colhido em baixas temperaturas para sua conservação e se evitar o desenvolvimento de patógenos;

●      Uso de radiação ionizante e/ou ultravioleta para eliminação de inóculos de pragas ou doenças que possam vir a atacar os frutos colhidos.

Nível de dano econômico (NDE)

É muito difícil de se calcular o NDE da lavoura, dependendo da época de ocorrência e da severidade as doenças podem causar perdas da produção que variam de 10 ou 15%, até 100%, por isso o conhecimento gerado pelas instituições de pesquisa como EMBRAPA, ESALQ, dentre outras, é extremamente útil para o agricultor se planejar e preparar o manejo da cultura desde o pré-plantio até o pós-colheita.

Tecnologias que podem ajudar no Manejo Integrado de Doenças

Com o avanço da tecnologia agrícola o produtor conta com inúmeros recursos que otimizam a gestão agrícola, inclusive na adoção de métodos do Manejo Integrado de Doenças. Dentre as ferramentas disponíveis, há:

●         Drones agrícolas para pulverização, identificação de pragas, monitoramento da lavoura;

●       Tratores, adubadoras, colhedoras ou pulverizadores guiados e controlados por geolocalização;

●       Plantas geneticamente modificadas (OGMs);

●       Tecnologia 5G na agricultura possibilita alcançar todo o potencial de equipamentos agrícolas;

●       Software de gestão agrícola que possibilita a organização, planejamento e acompanhamento das atividades no campo;

●       Bancos de dados de agroquímicos que facilitam a localização de soluções mais recomendados para o controle de determinadas culturas, doenças e pragas;

●       Utilização de satélites e Vants (Veículos Aéreos não Tripulados) para o monitoramento da lavoura;

●       Bioinseticidas com ação seletiva e eficácia comprovada.

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