O que é o Metarhizium?

O fungo entomopatogênico Metarhizium anisopliae foi encontrado pela primeira vez parasitando adultos e ninfas de M. fimbriolata por Pestana (1923).
Guagliumi (1972) descreveu que o fungo M. anisopliae pode ser aplicado sem contaminar o meio ambiente nas touceiras da cana-de-açúcar ou pastagem no controle das ninfas de cigarrinhas da cana, das pastagem ou dos capinzais, reduzindo rapidamente e de forma duradoura a população da praga.
Segundo Alves (1998), o inóculo proveniente das aplicações do fungo ou propágulos do patógeno oriundos das diferentes fontes de inóculo, serve para contaminar as ninfas e/ou adultos. A doença inicia-se após a movimentação dos adultos contaminados com o fungo entomopatogênico e após a morte do inseto nas bainhas das plantas, esporula sobre os cadáveres, sendo os conídios levados pela água da chuva, orvalho ou vento para as várias partes da planta. Após a eclosão das ninfas no solo ou nas folhas baixeiras da planta, os insetos entram em contato com uma grande quantidade de esporos do fungo. Além disso, a espuma abundante liberada pelas ninfas cria um ambiente favorável ao patógeno.

Muitas dessas ninfas morrem formando os focos primários da doença e outras se desenvolvem em adultos contaminados que disseminam a doença pelo canavial. A fase ninfal do inseto é a mais suscetível ao fungo e, após essa fase, ocorrem os focos secundários e a doença se dissemina, atacando toda a população.
O desenvolvimento da doença inicia-se quando os conídios germinam e penetram no tegumento do inseto num período de dois a três dias. A fase de colonização decorre em dois a quatro dias, e a esporulação ocorre em dois a três dias, dependendo das condições de temperatura e umidade do ambiente. O ciclo total da doença varia de oito a dez dias. Após a morte, os indivíduos apresentam um crescimento micelial branco sobre o corpo,seguido por esporulação abundante de cor verde. Raramente as ninfas não apresentam esporulação sobre o corpo. Em virtude de sua localização na planta é comum a presença de adultos somente com o crescimento micelial branco. Isso se deve à ocorrência de condições inadequadas de umidade durante o processo de esporulação (ALVES, 1998).